Estacionamentos cobram valores absurdos na região do Centro de SP

Achar uma vaga em ruas do bairro Itaim, Vila Olímpia e no bairro do centro de Sp é uma missão quase impossível. A solução seria apelar para um estacionamento, certo? Sim, se houvesse vagas. O problema é que as garagens nessas regiões estão lotadas, principalmente para mensalistas. Os poucos que tem lugar chegam a cobrar R$ 450 por mês.

O Metro consultou 20 estacionamentos nessas regiões. Apenas três tinham vagas, dois no centro e um na Vila Olímpia. Com o mercado saturado, é preciso ter paciência.

Em um estacionamento na rua Tabapuã, a lista de espera tem 50 pessoas. “Estou esperando há mais de seis meses e até agora nada. Já desisti. Agora paro na rua ou pago avulso”, diz o analista de sistemas Rafael Bordin, de 23 anos.

Na Cidade Jardim, novos clientes são recusados. Os antigos precisam pagar a mensalidade mesmo quando saem de férias para não perder a vaga. Sem opção, quem trabalha nestas regiões fica refém dos espaços e chegam a pagar R$ 450 por mês. Esse valor é cobrado em uma garagem na avenida Brigadeiro Faria Lima. “E vai subir mais. Mês que vem o reajuste será de 13% e tem 15 pessoas esperando vagas”, contou um manobrista do estabelecimento.





No ano passado, o preço dos estacionamentos subiu 12,94% – quase duas vezes e meia mais do que a inflação do período, de 5,81%, segundo pesquisa da agência AutoInforme. Para piorar, os projetos da prefeitura para a construção de edifícios garagem e estacionamentos subterrâneos em parceria com a iniciativa privada não saiu do papel. No ano passado, a prefeitura chegou a abrir licitação para a construção de três garagens subterrâneas no centro, mas não houve interessados.

“A tendência é que as vagas sejam cada vez mais disputadas porque a frota cresce todo dia”, diz o presidente do sindicato dos empregados em garagens, Francisco Antonio da Silva.

O presidente do Sindepark (sindicato dos estacionamentos), Marcelo Gait, diz que o problema atinge regiões da cidade que recebem muitos trabalhadores, os chamados pólos geradores de trânsito.

“O desafio é o planejamento para as áreas que estão ganhando empreendimentos e logo não terão mais vagas”. Ele sugere a criação de bolsões de estacionamentos próximos a terminais de ônibus e metrô e a construção de garagens subterrâneas.

Fonte: Portal BandNews





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