Para comemorar o Dia Nacional do Samba, a Prefeitura de São Paulo apresentará durante todo o mês uma programação extensa com shows gratuitos, seminários de debate sobre o tema e um ato solene para reconhecimento do gênero como patrimônio imaterial da cidade. Nos dias 2, 9 e 16, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial fará o ‘Samba ao Meio Dia’, que reunirá apresentações de grandes nomes de todas as gerações como Osvaldinho da Cuíca, Pixote, Katinguelê e Belo. O evento acontecerá no Boulevard da Avenida São Paulo, das 12h às 14h e terá como apresentadora, Paula Lima, renomada cantora que pontuará a história e aspectos do samba paulistano.
Já a Secretaria Municipal de Cultura promoverá entre os dias 2 a 8 de dezembro a ‘Semana do Samba’. O evento terá como ponto principal, na próxima segunda-feira (2), às 20h, um ato solene no Theatro Municipal de São Paulo para o reconhecimento do samba paulistano como patrimônio imaterial da cidade. Além do secretário Juca Ferreira, que fará a assinatura que oficializa o reconhecimento, grandes nomes como Beth Carvalho e Quinteto em Branco e Preto estarão presentes e, em seguida, farão o show ‘O samba paulistano convida’.
Além do ato, entre os dias 3 e 5 do próximo mês o Centro Cultural São Paulo sediará um seminário que discute o Carnaval e as Celebrações de Rua. Diversos especialistas que organizam o Carnaval em cidades nordestinas como Salvador e Recife, e convidados internacionais participarão das oito mesas de discussão na sala. As inscrições podem ser feitas pelo site do Centro Cultural.
As mesas de discussão terão nomes temáticos como, por exemplo, “Turma do Funil”, para discutir o patrocínio, comercialização e marketing do Carnaval ou “Quem sabe, sabe”, que tratará da estratégia e inteligência por trás da organização dos eventos de rua e “Cachaça não é água, não”, que discute a segurança pública durante as festividades, entre outras. O secretário coordena, desde o início do ano, um Grupo de Trabalho Intersecretarial com o objetivo de discutir e descriminalizar o Carnaval de Rua na cidade.
No domingo (8), a partir das 10h, o Centro de Formação Cultural de Cidade Tiradentes receberá shows com abertura de dois grupos populares locais, o Samba da Comunidade e Samba da Árvore. Leandro Lehart e sua banda sobem ao palco às 13h e o encerramento fica por conta de Péricles, ex-integrante do Exaltasamba, que agora segue em carreira solo e integra o programa ‘Esquenta’, da TV Globo, que apoia o evento.
Samba
Considerado um dos principais focos de resistência cultural da ancestralidade africana no Brasil, o samba de São Paulo teve suas primeiras manifestações no Largo da Banana, na região da Barra Funda, local com grande concentração da população negra na cidade. De lá originou o Grupo Barra Funda que deu origem à tradicional Escola de Samba Camisa Verde e Branco. O mesmo se deu com a popular Vai–Vai, originária do Bixiga, a agremiação nasceu como cordão carnavalesco.
O Dia Nacional do Samba é comemorado oficialmente no dia 2 de dezembro. O Departamento do Patrimônio Histórico realizou estudos sobre o assunto, desde o primeiro semestre deste ano, culminando na aprovação do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) para o registro do Samba Urbano Paulistano como patrimônio imaterial, no último mês de outubro.
Programação do ‘Samba ao Meio dia’
Horário: 12h às 14h
02 / 09 – Osvaldinho da Cuíca e Germano Mathias
09 / 12 – Pixote e Katinguelê
16/12 – Belo, Naninha da Vila com bateria da Unidos de Vila Maria.
Confira mais detalhes sobre a programação:
CANTILENA PAULISTANA
SEMINÁRIO DE CARNAVAL E CELEBRAÇÕES DE RUA
| Centro Cultural São Paulo. De 3 a 5 de dezembro. Grátis. Inscrições pelo site centrocultural.sp.gov.br
Credenciamento será feito todos os dias, a partir das 8h30
Abertura
Com Fernando Haddad (Prefeito de São Paulo) e Juca Ferreira (Secretário Municipal de Cultura)
A cidade está em voga. Cada vez mais ela é reivindicada pela população. Melhorias dos serviços, mobilidade urbana, segurança pública, lazer. Os temas relativos à urbanização são a pauta da vez e nunca os cidadãos estiveram tão presentes nos debates que a envolvem. A recepção de grandes eventos e a estrutura da cidade estarão em discussão.
| Dia 3, às 10h.
Mesa 1 – AQUARELA DO BRASIL: “DIMENSÃO CULTURAL DO CARNAVAL DE RUA”
Com Moisés da Rocha (produtor musical, pesquisador e apresentador), Felipe Ferreira (editor da revista Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares, coordenador do Centro de Referência do Carnaval e líder do grupo de pesquisa Laboratório da Arte Carnavalesca), Galo da Madrugada- Tatyana Verissimo e Marcelo Varella (Galo da Madrugada) e Rachel Valença.
O carnaval é, antes de tudo, uma das mais importantes manifestações culturais do nosso país. Celebrado em todo território nacional, assume diferentes roupagens a cada ano e em cada localidade, sendo comuns a todas as festas a alegria, a música e a participação popular. Pode haver carnaval sem fantasias, pode haver carnaval sem samba, pode haver carnaval sem desfile, mas não há carnaval sem aqueles três elementos.
| Dia 3, às 11h00
MESA 2 – COM QUE ROUPA: “PLANEJAMENTO E SERVIÇOS NOS CARNAVAIS DE RUA DO BRASIL”
Com Domingos Leoneli (Secretário de Turismo da Bahia), Merina Aragão (Empresa de Turismo de Salvador), Tania Fayal (PDT) e Antônio Pedro Figueira de Mello (Secretário Especial de Turismo do município do Rio de Janeiro)
Serão debatidos os aspectos relativos à preparação da cidade para receber eventos do porte do carnaval de rua: adequação de infraestrutura, abastecimento de água, banheiros, iluminação, tráfego, iluminação, saúde e serviços. São muitos os atores envolvidos na organização dos grandes eventos de rua e é importante estimular a participação de organismos e entidades da sociedade civil organizada que possam contribuir com todo o processo. Nesta mesa, especialistas na organização dos carnavais de Salvador, Recife e Rio de Janeiro, os maiores carnavais de rua do Brasil, compartilharão suas experiências, apresentando como o poder público de cada uma dessas cidades enfrenta o desafio de planejar uma festa com essa magnitude.
| Dia 3, às 14h30
MESA 3 – SAUDOSA MALOCA: “PANORAMA DO CARNAVAL PAULISTANO: TRADIÇÃO E CENÁRIO ATUAL”
Com Seu Carlão (Carlos Costa, fundador da Banda Redonda), Alessandro Dozena (pesquisador da UFRN em Práticas Culturais e Territorialidades), Marina Moretti (Bloco Carnavalesco João Capota na Alves), Baby Amorim (Bloco Afro Ilê Oba de Min) e José Vieira (Bloco Bastardo)
A história do carnaval em São Paulo se confunde com a história da cidade. A formação de seus bairros e o seu crescimento são refletidos e se refletem na história dos primeiros bailes, primeiros blocos e cordões, que tiveram como endereço as zonas fabris da cidade, como o bairro da Lapa, o Bexiga e a Barra Funda. Aos poucos o carnaval elitizado dos bailes à la Veneza foram sendo substituídos, em tamanho e importância cultural, pelo carnaval dos cordões, que passaram a ser figura central do carnaval de São Paulo. A importância histórica do samba, o diálogo da festa com a cidade em sua dimensão viva, pulsante e em permanente transformação, são alguns dos temas do encontro.
| Dia 4, às 10h30
MESA 4 – MAMÃE, EU QUERO!: “ECONOMIA DO CARNAVAL”
Com Luís Carlos Prestes Filho (Coordenador Geral do estudo Cadeia Produtiva da Economia do Carnaval), Ítalo Cardoso (vereador), João Luiz Passador (Coordenador do Gpublic – Centro de Estudos em Gestão e Políticas Públicas Contemporâneas) e Gustavo Catalano (Gerente de Ações Culturais e Infraestrutura da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura da Cidade do Recife).
O carnaval, além dos benefícios da fruição da festa (ou do descanso) – inegáveis, embora às vezes de difícil mensuração – também gera benefícios mensuráveis, os quais devem ser consideravelmente elevados com a institucionalização do evento pela Prefeitura de São Paulo. É conhecido o retorno financeiro que eventos como a Fórmula 1 e a Parada do Orgulho LGBT geram para a cidade e com o carnaval de rua não será diferente. Nesta mesa, o assunto são os lucros gerados pelo carnaval de rua principalmente para o setor de serviços.
| Dia 4, às 14h
MESA 5 – ÍNDIO QUER APITO: POLÍTICAS PÚBLICAS PARA ENTIDADES POPULARES NO CARNAVAL
Com Jairo da Mata (vice-presidente do ComCar -Conselho Municipal do Carnaval de Salvador), Rita Fernandes (presidente da Sebastiana –Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro), Maria da Paz (Assessoria da Secretaria de Cultura de Recife e diretora do Pátio de São Pedro) e Carmem Lelis (Técnica de História e Patrimônio da Prefeitura Municipal do Recife e diretora do Centro de Formação e Pesquisa – Casa do Carnaval e Diretora do Departamento de Documentação e Formação Cultural).
O carnaval de rua acontece nas cidades brasileiras independentemente do apoio de seus governos municipais e São Paulo não foge à regra. Contudo, quando o governo assume a responsabilidade sobre a organização do evento, todas as partes – foliões, artistas, produtores culturais e governos – tendem a ganhar.
Mas “assumir” o carnaval de rua significa investir e o recurso não é pouco. Para discutir as formas de fomento ao carnaval de rua por parte do poder público, convidamos representantes dos órgãos municipais responsáveis pelos carnavais de Olinda e Salvador e a organização associada dos principais blocos de rua da cidade do Rio de Janeiro. Edital, patrocínio, investimento direto. “Quais são os modelos existentes de políticas públicas para o financiamento do carnaval?” e “quais podem ser criados?” são as principais questões a serem discutidas na mesa.
| Dia 4, às 15h
MESA 6 – TURMA DO FUNIL: “CARNAVAL DE PARTICIPAÇÃO: PATROCÍNIO, COMERCIALIZAÇÃO, COMUNICAÇÃO E MARKETING”
Com Wilson Poit (Diretor-Presidente da SP Negócios), Alex Martins (Riotur – Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro) e Wilson Poit (Presidente da SP Negócios).
A parceria entre governos e a iniciativa privada é uma importante ferramenta de otimização dos recursos investidos nos grandes eventos. Se é uma parceria, deve trazer vantagens para ambas as partes. De um lado, o governo consegue reduzir o volume do investimento direto e as empresa, de outro lado, beneficiam-se com retornos financeiros (lucro por venda exclusiva de seu produto na área do evento, por exemplo), de imagem (visibilidade de sua marca, gerando publicidade) e de relacionamento com públicos de seu interesse (fornecedores, clientes, artistas). A mesa de hoje discutirá os diversos formatos em que essa parceria pode se dar, tais como: via patrocínio, cessão de espaço em mídia (em caso de empresas de comunicação), apoio no fornecimento de equipamentos, entre outros.
| Dia 4, às 16h30
ABERTURA
Com o Secretário Municipal de Cultura, Juca Ferreira e secretário de Segurança Municipal, Roberto Porto.
PALESTRA – TREM DAS ONZE: “INTELIGÊNCIA, ESTRATÉGIA E ORGANIZAÇÃO EM GRANDES EVENTOS DE RUA”
O planejamento necessário para a realização de um grande evento pode e deve ser favorecido com o uso de ferramentas tecnológicas desenvolvidas especialmente para funcionar como suporte a ações e geração de informações. Logística, segurança, tráfego, fiscalização, saúde, transporte público estarão no centro das discussões desta mesa.
| Dia 5, 11h
11h – Ray Tyler (Atuou por 40 anos nas Agências de Aplicação da Lei do Reino Unido, como aduana de Sua Majestade Britânicae a Agência de Luta Contra o Crime Organizado. Serviu como Oficial de Ligação na Luta Contra o Crime Organizado na Colômbia, Venezuela, Bolívia e no Brasil)
14h – Murray Perrett (Ex-agente da Polícia Metropolitana Britânica. Atuou na proteção e segurança dos Primeiros Ministros do país e convidados estrangeiros e participou do planejamento para atuação das equipes britânicas de proteção nos Jogos Olímpicos de Atenas e Pequim e nos Jogos da Comunidade das Nações em Delhi).
MESA 7 – CACHAÇA NÃO É ÁGUA NÃO: “SEGURANÇA PÚBLICA EM GRANDES EVENTOS DE RUA”
Com Coronel Carlos Sebastião Eleutério (Salvador), Sergio de Souza Merlo (Coordenador Operacional da Polícia Militar do Estado de São Paulo) e Guilherme de Castro Almeida (Delegado da Polícia Federal, Presidente da comissão de grandes eventos Ministério da Justiça) e Tenente Coronel Petrônio Chagas (Polícia Militar de Pernambuco)
Relatores:
1. Simone Castro (jornalista, trabalhou na Fundação Bienal)
2. Chelmi (Educador,escritor “da quebrada”, organiza o Sarau da Brasa)
3. Mariana Galender (fotógrafa e educadora)
4. Ângela Castelo Branco (escritora e educadora)
5. Luiza Christov (filósofa, profa. da UNESP, ensaísta)
6. Juliano Pessanha (filósofo)
7. Luiz Pimentel (ator, jornalista)
8. Letícia Liesenfeld (atriz e contadora de histórias)
9. Israel Neto (Ação Educativa)
10. Alan da Rosa (escritor)
A mesa de encerramento vai tratar de um dos temas mais importantes quando se fala em planejamento de grandes eventos: a segurança. Representantes dos órgãos públicos de segurança com ampla experiência no assunto compartilharão os desafios que enfrentam para garantir que eventos de grande porte sejam lembrados apenas pela alegria proporcionada. Serão apresentados dados, propostas de ações preventivas e planos de ação para situações de risco. Parcerias importantes, normas pré-estabelecidas, número de policiais dedicados, equipamentos utilizados também estão entre os temas da mesa.
| Dia 5, às 15h30

