Gestão Nunes autoriza venda de naming rights da Praça Roosevelt, no Centro de SP, em projeto de concessão por 20 anos

O que são naming rights?

Naming rights referem-se a acordos que permitem que uma empresa ou marca associe seu nome a um espaço público ou evento. Esse tipo de contrato, geralmente, envolve um pagamento significativo à entidade que gere o espaço, permitindo à empresa a possibilidade de expor sua marca em locais estratégicos, como estádios, teatros e, neste caso, a Praça Roosevelt.

Detalhes do projeto de concessão

A gestão do prefeito Ricardo Nunes está propondo que a Praça Roosevelt, localizada no coração de São Paulo, seja concedida à iniciativa privada por um período de 20 anos. Essa concessão inclui não apenas a praça em si, mas também o estacionamento subterrâneo, o Belvedere Roosevelt, áreas adjacentes sob o Minhocão e a Rua Gravataí. A ideia é transformar o espaço em um local mais atrativo e acessível para a população.

Receita prevista para a prefeitura

Com a nova proposta, a futura concessionária terá a liberdade de vender os naming rights da Praça Roosevelt, o que significará que uma empresa poderá associar sua marca ao nome do espaço. Como parte do acordo, a Prefeitura de São Paulo receberá 20% de todas as receitas geradas por essa operação. Entretanto, até o momento, a prefeitura não divulgou uma estimativa oficial sobre a arrecadação que se pode esperar com essa iniciativa.

naming rights da Praça Roosevelt

Restrições para compra dos naming rights

A minuta do contrato delineia algumas restrições sobre quem pode adquirir os direitos de nomeação da praça. Marcas relacionadas a bebidas alcoólicas, cigarros, jogos de azar, armas, conteúdo adulto, partidos políticos e entidades religiosas estão excluídas do processo. Além disso, empresas associadas a escândalos de corrupção, crimes graves ou exploração de mão de obra análoga à escravidão também não poderão participar.

Consultas públicas e participação popular

A prefeitura abriu uma consulta pública sobre o projeto, que ficará disponível até 1º de julho. A audiência pública ocorrerá no dia 17 de junho, a partir das 10h, em formato virtual. Os cidadãos poderão enviar suas opiniões e sugestões para o e-mail indicado pela administração municipal. Essa iniciativa busca promover a transparência e a inclusão da população nas decisões que impactam o uso de espaços públicos.



Impacto nos frequentadores da praça

A concessão à iniciativa privada levanta preocupações entre os frequentadores, que temem restrições de acesso, bem como o aumento de preços dos serviços e produtos oferecidos na praça. Há um temor significativo de que a privatização do espaço público possa resultar em exclusão social e na gentrificação da área. Os cidadãos querem garantir que a praça continue sendo um local acessível e que a qualidade de vida da comunidade não seja comprometida pela busca de lucro.

Expectativa de arrecadação

Embora a prefeitura tenha estabelecido um valor para a concessão, a expectativa de arrecadação com os naming rights ainda não foi definida. O plano de negócios considera uma receita anual de aproximadamente R$ 4,6 milhões com estacionamento, quiosques, eventos e publicidade. Contudo, resta saber qual será o impacto financeiro específico da venda dos direitos de nomeação.

Investimentos necessários para a reforma

A concessão prevê que cerca de R$ 55,8 milhões sejam movimentados ao longo de 20 anos, englobando os investimentos, despesas operacionais e pagamentos à prefeitura. Um investimento inicial estimado em R$ 8 milhões está previsto para reformas e melhorias na infraestrutura da Praça Roosevelt. Algumas intervenções importantes incluem a revitalização dos quiosques, a recuperação do pergolado, a ampliação do cachorródromo e a requalificação da Rua Gravataí, que deve servir como uma ligação direta com o Parque Augusta.

O que muda na Praça Roosevelt?

A implementação do projeto traz a expectativa de que a Praça Roosevelt seja transformada em um espaço mais moderno e atraente, com novas opções de serviços e atividades. A concessão pode proporcionar melhorias na segurança, bens públicos e na infraestrutura do local, criando um ambiente mais agradável para a comunidade. Além disso, a renovação do espaço pode contribuir para a valorização do entorno.

Reações da comunidade e especialistas

A proposta suscita reações variadas. Enquanto alguns apoiam a iniciativa como uma maneira de revitalizar a área e aumentar a receita pública, outros expressam preocupações sobre a possível privatização de um espaço que costuma ser visto como um patrimônio coletivo. Especialistas em urbanismo, sociólogos e ativistas comunitários estão atentos às consequências que a privatização de praças públicas pode trazer, especialmente no que diz respeito ao acesso igualitário e ao uso de espaços urbanos para a convivência e lazer.



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