{"id":1373,"date":"2013-01-24T12:34:05","date_gmt":"2013-01-24T14:34:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/noticias\/?p=1373"},"modified":"2019-04-29T16:20:57","modified_gmt":"2019-04-29T19:20:57","slug":"mercadao-comemora-80-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/mercadao-comemora-80-anos\/","title":{"rendered":"Mercad\u00e3o comemora 80 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"d6585b5127f45a35450431d0abc3f90c\" data-index=\"1\" style=\"float: none; margin:0px;\">\n<!-- Anuncio display - global -->\r\n<ins class=\"adsbygoogle\"\r\n     style=\"display:block\"\r\n     data-ad-client=\"ca-pub-8585364105181520\"\r\n     data-ad-slot=\"8789329856\"\r\n     data-ad-format=\"auto\"\r\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\r\n<script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script>\n<\/div>\n<p>No vai e vem di\u00e1rio de 15 mil pessoas, as voca\u00e7\u00f5es do lugar se  confundem. \u201cSandu\u00edche de mortadela, pastel e bolinho de bacalhau\u201d,  convida um gar\u00e7om; \u201cfruta hoje?\u201d, oferece o feirante. De centro de  distribui\u00e7\u00e3o de alimentos a point dos colossais sandu\u00edches de mortadela,  o <a title=\"Mercado Municipal de S\u00e3o Paulo\" href=\"http:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/centro-sp\/mercado-municipal-de-sao-paulo-no-centro.shtml\" target=\"_blank\">Mercad\u00e3o <\/a>comemora 80 anos no dia em que S\u00e3o Paulo faz 459 ver\u00f5es,  amanh\u00e3. Nessas oito d\u00e9cadas, o pr\u00e9dio projetado pelo escrit\u00f3rio de  arquitetura de Ramos de Azevedo para abrigar feirantes e comerciantes  enfrentou enchentes, concorr\u00eancia, amea\u00e7as de demoli\u00e7\u00e3o e anos de crise  econ\u00f4mica.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-1383\" href=\"http:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/noticias\/mercadao-comemora-80-anos\/lanche-de-mortadela-mercadao-de-sao-paulo\/\"><\/a><\/p>\n<p>Os problemas agora s\u00e3o isolados. Vendedores reclamam da queda nas  compras, gar\u00e7ons caminham apressados para atender pedidos. Quase a  metade dos visitantes do Mercad\u00e3o \u00e9 de turistas, e boa parte passa por  l\u00e1 para comer (o setor \u00e9 o favorito de 63% dos consumidores, segundo  dados da S\u00e3o Paulo Turismo), cada vez menos pessoas compram. Basta olhar  os corredores. Muita comida na m\u00e3o e poucas sacolas no bra\u00e7o. \u201cDepois  da constru\u00e7\u00e3o do mezanino em 2004, num primeiro momento, houve um  aumento no volume de vendas que se estabilizou. Quem continuou avan\u00e7ando  eram os comerciantes que vendiam produtos prontos\u201d, explica Leandro  Chiappetta, propriet\u00e1rio do Emp\u00f3rio Chiappetta, que pertenceu a seu pai  desde a inaugura\u00e7\u00e3o do Mercad\u00e3o.<\/p>\n<p>De principal centro de abastecimento da cidade a um dos mais  importante pontos tur\u00edsticos da cidade de S\u00e3o Paulo, ao longo da vida, o Mercad\u00e3o  precisou se reinventar. Ainda mant\u00e9m a aura e a nostalgia dos tempos em  que imperava no fornecimento de produtos importados (de outros pa\u00edses e  de outros Estados), enquanto convive com o crescimento das lanchonetes e  a fama de \u201clugar pra comer\u201d. Se no passado era quase que totalmente  formado por distribuidores e comerciantes (o Bar do Man\u00e9 era um dos  poucos com\u00e9rcios de comidas prontas e atendia basicamente aos  feirantes), atualmente, abriga nos seus 12.600 metros quadrados mais de  46 lanchonetes e pontos de venda de comida pronta, num total de 272  estabelecimentos.<\/p>\n<p><strong>Hegemonia em risco<br \/>\n<\/strong>At\u00e9 os anos 60 o Mercad\u00e3o reinou  sem concorr\u00eancia \u00e0 altura, enfrentando problemas que iam de enchentes  ou dificuldade de importa\u00e7\u00e3o de produtos europeus, devido \u00e0 Segunda  Guerra Mundial. Ainda assim era o lugar certo a visitar quando o jantar  precisava fugir do feij\u00e3o e do arroz, o primeiro espa\u00e7o de globaliza\u00e7\u00e3o  da gastronomia da cidade. Comerciantes portugueses, espanh\u00f3is e  italianos vendiam produtos de seus pa\u00edses de origem e feirantes montavam  barracas ao redor do pr\u00e9dio com produtos frescos. Era ali que os chefs  de S\u00e3o Paulo projetavam desejos e receitas, e visitavam constantemente  seus corredores em busca de novidades. Vendedores de gravata, de balc\u00f5es  de m\u00e1rmore de Carrara para tratar peixes, de carro\u00e7as circulando nas  ruas principais do pr\u00e9dio, dos sacos e ton\u00e9is com produtos trazidos de  fora do pa\u00eds. \u201cO Mercado era famoso pelo bom manuseio de comida e pela  variedade e qualidade de produtos\u201d, disse Chiappetta.<\/p>\n<p>\u201cA gente tinha o Mercad\u00e3o como refer\u00eancia\u201d, contou Jos\u00e9 Alencar de  Souza, chef do Santo Colomba, frequentador ass\u00edduo nos anos 70.  Cozinheiros se encontravam nas bancas em busca de produtos especiais.  \u201cPinoli, a\u00e7afr\u00e3o italiano e funghi porcini at\u00e9 se encontrava em outros  lugares, mas l\u00e1 estava tudo junto\u201d. Alencar, atualmente vai ao Mercad\u00e3o  \u201cs\u00f3 em caso de emerg\u00eancia por causa do pre\u00e7o, mas \u00e9 um ponto de apoio  excelente para chefs\u201d, completou.<\/p>\n<p>A fuga de chefs aconteceu em parte pela inaugura\u00e7\u00e3o da Companhia de  Entrepostos e Armaz\u00e9ns Gerais de S\u00e3o Paulo (Ceagesp), em 1969, junto de  mudan\u00e7as dos h\u00e1bitos de compra dos restaurantes, que passaram a receber  mercadorias diretamente nas suas cozinhas, de fornecedores espec\u00edficos.  \u201cA Ceagesp se mostrou um instrumento mais moderno para os novos tempos  de consumo dos restaurantes e preencheu uma lacuna no crescimento da  cidade\u201d, explica o cozinheiro. \u201cMas nunca compensou o gostoso que o  Mercad\u00e3o tem. L\u00e1 voc\u00ea ia com uma lista de compras e voltava com outra\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da migra\u00e7\u00e3o de chefs, o com\u00e9rcio assistiu tamb\u00e9m a sa\u00edda do  p\u00fablico do dia a dia. Ant\u00f4nio Amaro, filho de feirantes do Mercad\u00e3o e  diretor do Instituto de Economia Agr\u00edcola nos anos 90, acredita em pelo  menos tr\u00eas fatores para o esvaziamento do espa\u00e7o, at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do  mezanino e dos restaurantes. O desenvolvimento da agroind\u00fastria melhorou  a qualidade dos produtos e reduziu a import\u00e2ncia do feirante que  selecionava as frutas e verduras, tornando poss\u00edvel fazer boas compras  em outros locais; car\u00eancia de facilidades como estacionamento e o novo  perfil do Mercad\u00e3o, conhecido como lugar para turista.<\/p>\n<p>\u201cPara entender o que \u00e9 o Mercad\u00e3o, \u00e9 preciso compreender seu contexto  socioecon\u00f4mico\u201d, analisa. \u201cPor exemplo, muita barraca fechou aqui  porque os filhos dos feirantes n\u00e3o quiseram seguir com a profiss\u00e3o dos  pais e, como tiveram condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas de estudar, preferiram seguir  outras carreiras\u201d.<\/p>\n<p>A press\u00e3o econ\u00f4mica estimulou mudan\u00e7as, e como a grama do vizinho \u00e9  quase sempre mais verde, o sucesso das lanchonetes fez crescer a  inten\u00e7\u00e3o de comerciantes de mudar para o ramo de comida. Gabriela  Vianna, administradora do Mercad\u00e3o h\u00e1 cinco anos, disse que atualmente  h\u00e1 permiss\u00f5es negadas para quem pretende vender sandu\u00edches ou past\u00e9is.  \u201cA gente est\u00e1 estudando casos de quem apresentou card\u00e1pios diferentes\u201d,  disse. \u201cO Mercad\u00e3o preza pela diversidade\u201d.<\/p>\n<p><em>Fonte: O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n\n<div style=\"font-size: 0px; height: 0px; line-height: 0px; margin: 0; padding: 0; clear: both;\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No vai e vem di\u00e1rio de 15 mil pessoas, as voca\u00e7\u00f5es do lugar se confundem. \u201cSandu\u00edche de mortadela, pastel e bolinho de bacalhau\u201d, convida um gar\u00e7om; \u201cfruta hoje?\u201d, oferece o feirante. De centro de distribui\u00e7\u00e3o de alimentos a point dos colossais sandu\u00edches de mortadela, o Mercad\u00e3o comemora 80 anos no dia em que S\u00e3o Paulo faz 459 ver\u00f5es, amanh\u00e3. Nessas oito d\u00e9cadas, o pr\u00e9dio projetado pelo escrit\u00f3rio de arquitetura de Ramos de Azevedo para abrigar feirantes e comerciantes enfrentou enchentes, concorr\u00eancia, amea\u00e7as de demoli\u00e7\u00e3o e anos de crise econ\u00f4mica. Os problemas agora s\u00e3o isolados. Vendedores reclamam da queda nas compras, <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-1373","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-no-centro-sp"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1373"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1373\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.encontracentrosaopaulo.com.br\/sobre\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}