Centro SP: Operação na Cracolândia resulta em 85 internações

Ao menos 85 pessoas já foram internadas e outras 279 foram encaminhadas para serviços de saúde durante as abordagens feitas na região da Cracolândia, no guia do centro de SP, desde o último dia 3 de janeiro. Os dados são do último boletim da Polícia Militar, divulgado nesta terça-feira (17).

A Operação Integrada Centro Legal, que reúne órgãos públicos estaduais e municipais de diversas áreas para ações coordenadas na região da Luz, já apreendeu cerca de 10 mil pedras de crack, 15 kg de cocaína e 42 kg de maconha. Além disso, entre as 5.901 abordagens que foram feitas, 43 condenados foram capturados e 112 pessoas foram presas.

Efetivo maior

Para combater a dispersão de usuários e traficantes, a Polícia Militar dobrou o policiamento nas regiões próximas à Cracolândia. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, 287 policiais militares compõem o efetivo da corporação na nova fase da ação. A operação também ganhou mais viaturas. São 117 carros e 26 motos, além do patrulhamento com bicicletas, 40 cavalos, 12 cães farejadores e o helicóptero Águia.



Desde a tarde de terça-feira (10), a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite da PM paulista, faz patrulhamento preventivo pelo centro da cidade. A ideia é evitar novas cracolândias nestas áreas.

Fases

Esta é a primeira fase de um projeto de recuperação dos usuários que se instalaram no centro. Ela deverá ser seguida pela atuação de agentes sociais e de saúde. O objetivo é combater o tráfico de drogas na região, diminuir a criminalidade e recuperar as áreas degradadas. Não há previsão para que a operação acabe.

A prefeitura promete ainda construir um centro para tratamento e alojamento de usuários de drogas, que será localizado na rua Prates.

A ação era planejada em alto nível. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e as cúpulas da Segurança Pública, Assistência Social e Saúde das duas esferas de governo estavam acertando tudo para que o trabalho começasse em fevereiro, após a abertura do centro de atendimento. Eles queriam evitar que os dependentes se espalhassem pela cidade depois do cerco à Cracolândia. No entanto, após uma reunião, o segundo escalão pôs o time em campo sem avisar o Comando-Geral da PM, o governador e a prefeitura.

Fonte: R7



Deixe seu comentário