Com aproximadamente 28.500 m2, o conjunto planejado para transformar a chamada “quadra 27” em um pólo irradiador de cultura na região Central de São Paulo, localiza-se no quarteirão atrás do Theatro Municipal de São Paulo, formado pelas ruas Conselheiro Crispiniano, Formosa, Avenida São João e Praça Ramos de Azevedo.
Desde a década de 1980, a Empresa Municipal de Urbanização realiza estudos sobre a quadra 27. O principal objetivo desses trabalhos era promover a transformação da região central a partir de intervenções em pontos estratégicos. “A Praça das Artes vai ao encontro desta proposta, pois pretende promover a reurbanização pelo vetor cultural, assim como a Virada Cultural promoveu a reurbanização humana do Centro histórico”, afirma o Secretário Municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil.
Com projeto idealizado pelo arquiteto da Secretaria Municipal de Cultura, Marcos Cartum, e desenvolvido pelo escritório Brasil Arquitetura, a Praça das Artes além do mérito de dar excelentes condições de estudo e de trabalho para músicos e bailarinos, oferecerá uma programação para a população, como audições na sala do Conservatório, exposições e equipamentos, como restaurante e jardim interligado aos edifícios. Será possível ao público, e aos alunos, realizar consultas aos arquivos e acervos do Conservatório e do Theatro Municipal, compostos de partituras, discos, documentos, livros, assim que transferidos para o Centro de Documentação Artística, situado na avenida São João.
O segundo módulo da Praça das Artes, que poderá ser concluído no prazo de um ano, é composto do edifício dos Corpos Artísticos do Theatro Municipal, que abrigará a sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Experimental de Repertório, Balé da Cidade de São Paulo, Coral Lírico, Coral Paulistano e Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, além da praça interna, que abre para o Anhangabaú, que receberá o monumento em homenagem a Verdi, de autoria de Amedeo Zani, um jardim e um bar externo.
Com um custo de implantação de cerca de R$ 136 milhões, a Praça das Artes foi realizada com recursos do Fundurb (Fundo de Desenvolvimento Urbano), subordinado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. O consórcio Construcap Triunfo, responsável pelas obras, iniciou os trabalhos em maio de 2009.
Exposição celebra a reunião do Theatro Municipal com o Conservatório
Com curadoria de Marcia Camargos e Dan Fialdini, a exposição de longa duração “Conservatório na Praça das Artes” celebra a reunião do Conservatório Dramático e Musical com o Theatro Municipal. No hall de entrada do edifício do Conservatório, elementos significativos da história dessas instituições, que se reencontram e se completam, são revelados por meio de programas, fotografias originais, cartazes, figurinos de balé e de ópera. Já as duas salas laterais são dedicadas à Semana de 22 e ao Balé do IV Centenário.
Ao completar cem anos, o Conservatório Dramático e Musical foi declarado de utilidade pública pela Secretaria Municipal de Cultura e desapropriado. No projeto de revitalização do centro histórico, passou por extensa reforma. Agora, retoma os laços com o Theatro Municipal, integrando o conjunto de modernos edifícios erguidos à sua volta que formam a Praça das Artes.
A exposição pretende provocar a memória e o diálogo, recuperando a atmosfera das fases marcantes desses locais – Conservatório e Teatro Municipal – que contribuíram para forjar o gosto estético do período. Os objetos foram selecionados no Museu do Theatro, bem como nos arquivos do Conservatório e na Central de Produção Chico Giacchieri. “Assim se proporciona um diálogo com o universo do Teatro e do Conservatório, por meio da fruição sensorial dos trabalhos expostos, em um ambiente lúdico e intimista”, completa a curadora.
Fonte: Prefeitura de S. Paulo
