Theatro Municipal de São Paulo no Centro

Theatro Municipal de São Paulo no Centro

O Theatro Municipal de São Paulo no Centro, é um dos mais importantes teatros de cidade e um dos cartões postais da capital paulista, tanto por seu estilo arquitetônico semelhante ao dos mais importantes teatros do mundo, como pela sua importância histórica, o marco inicial do Modernismo no Brasil.

O teatro foi construído para atender o desejo da elite paulista da época, que queria que a cidade estivesse à altura dos grande centros culturais da época

Abriga atualmente a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra Experimental de Repertório, Coral Lírico, o Coral Paulistano e o Ballet da cidade de São Paulo.

O edifício faz parte do Patrimônio Histórico do estado desde 1981, quando foi tombado pelo Condephaat. Inicia-se no ano de 1895, as discussões sobre a construção de um teatro especificamente para ópera com um projeto enviado para a Câmara Municipal que tramita sem sucesso.

Em 1898, o Teatro São José foi destruído por um incêndio; a Câmara Municipal lança incentivo para o empreendimento da construção do novo teatro, mediante a isenção de impostos.

Theatro Municipal de São Paulo em 1912


No período de 1912 a 1926, o teatro apresentou 88 óperas de 41 compositores, sendo dezessete italianos, dez franceses, oito brasileiros, quatro alemães e dois russos, totalizando 270 espetáculos.

Mas o fato mais marcante do teatro no período e talvez em toda a sua existência não foi uma ópera e sim um evento que assustaria e indignaria grande parte dos paulistanos na época:

A Semana de Arte Moderna de 1922. De 11 a 18 de fevereiro, o Teatro Municipal sediou um evento modernista que veio a ser conhecido como a Semana de Arte Moderna de 1922.

Durante os sete dias de evento ocorreu uma exposição modernista e nas noites dos dias 13, 15 e 17 aconteceram apresentações de música, poesia e palestras sobre a modernidade no país e no mundo.

Com o passar dos anos, o teatro que havia sido feito exclusivamente para a ópera, mostrou-se capaz de abrigar outros eventos artísticos, como, além da Semana de Arte Moderna, performances de bailarinas como Anna Pavlova e Isadora Duncan.

Nas décadas seguintes, sua opulência foi desaparecendo devido a outras construções nos arredores que acompanhavam o crescimento de São Paulo, como, por exemplo, o Edifício do Banespa, além da queda de público.
Theatro Municipal de São Paulo no Centro

Na década de 50 acontece a primeira grande reforma, de 1952 a 1955, durante a gestão do prefeito Faria Lima. Esta reforma teve por objetivo a entrega do Teatro para as comemorações do Quarto Centenário da cidade de São Paulo, mas por atraso nas obras, a reinauguração só aconteceu em 1955.

A Sala de Espetáculos teve suas ordens demolidas e reconstruídas;



A retirada dos camarotes de proscênio para dar lugar ao órgão; os ornamentos e mobiliário foram refeitos pelo Liceu de Artes e Ofícios; o vermelho tornou-se a cor oficial da sala, bem como da tapeçaria e estofamento das poltronas e cadeiras; houve ainda a instalação de elevadores e sistema de ar condicionado.

A instalação do órgão será realizada somente no ano de 1969, com a construção pela empresa italiana G. Tamburini. Quanto mais os anos passavam, apesar de ainda gozar de grande respeito, o Teatro Municipal, com suas exibições, foi perdendo espaço como centro de cultura para a população, que passou por diversas transformações sociais e culturais durante todo o século.

Assim, as apresentações do teatro ficaram voltadas apenas para um público muito seleto. Na década de 1980, o teatro passou por uma segunda reforma, iniciada na gestão do prefeito Jânio Quadros.

Theatro Municipal de São Paulo no Centro

Essa teve como intuito modernizar os equipamentos e maquinários de palco, restaurar a fachada, e para isso buscou-se tamanha fidelidade que a fachada foi restaurada com arenito vindo da mesma mina que forneceu o material para a construção original do prédio no início do século.

Além disso, a cor verde foi restituída a partir da prospecção realizada na parede interna que abriga o órgão, única a não ser alterada na reforma dos anos 50. Todo o estofamento, tapeçaria e pintura da sala passa ao verde. Esta reforma terminou em 1991 já sob a gestão de Luiza Erundina.

Com mais de 100 anos de historia, o Teatro Municipal de São Paulo é considerado um dos palcos de maior respeito no país, tendo abrigado apresentações dramáticas e óperas de grandes nomes nacionais e internacionais.

Passa por uma novo restauro que será feito na fachada, Salão Nobre, além da reconstituição do Bar da Diana, através da restauração total das pinturas parietais e de teto, devolvendo a este espaço as características da época da inauguração em 1911.

Theatro Municipal de São Paulo no Centro
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(11) 3397-0300 ‎




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